segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

16º Competição SAE BRASIL AeroDesign São José Dos Campos - 2014


 
Todos os anos, e lá se vão 15, é realizada uma das melhores competições  de  aeromodelismo  no  Brasil  que  é  a   SAE BRASIL AeroDesign,  constituída por duas provas:
 a  Competição de Projeto  e a  de  Vôo.  

Faz parte de um programa de fins educativos, Projeto AeroDesign, organizado pela Seção São José dos Campos. O objetivo é propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes de graduação e pós-graduação em Engenharia, Física e Ciências Aeronáuticas e futuros profissionais do importante segmento da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes.

"As competições estudantis da SAE BRASIL são provas de engenharia criadas para desafiar os jovens a colocar em prática o conhecimento técnico adquirido em salas de aula. No programa, os estudantes também tomam contato com a gestão do projeto em todos os seus aspectos. É verdadeiramente uma experiência extracurricular que faz diferença na formação do engenheiro", analisa Ricardo Reiner, presidente da SAE BRASIL.

Para ter uma ideia de quanto é importante o Projeto AeroDesign, veja a relação dos patrocinadores  da  Competição:
Airbus, Boeing, Embraer, SAAB, GE, Honeywell, Parker, Hamilton Sundstrand, Rolls-Royce  e Pratt&Whitney. Além disso, recebeu o apoio do DCTA, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Prefeitura de São José dos Campos, ADC Embraer e a rede Accor.
É BRINCADEIRA?


A 16º Competição SAE BRASIL foi realizada em São José dos Camposde 30 de outubro a 02 de novembro de 2014, com a presença de 85 equipes representando 16 Estados brasileiros e o Distrito Federal, além de uma equipe da Polônia, quatro da Venezuela e uma do Peru.
As 85 equipes representaram 71 instituições de ensino, num total de 740 participantes.

A Competição, para três classes de modelos - Regular, Advanced e Micro - teve início com a etapa Projeto, na qual as equipes tiveram seus projetos avaliados por juízes engenheiros da indústria aeronáutica, todos voluntários, e teve continuidade com a etapa de Vôo, em que os aviões, evidentemente rádiocontrolados, passaram por até 7 baterias, demonstrando serem capazes de decolar e transportar cargas úteis sempre crescentes, até as condições limite de cada programa.


Classificação:

Classe Regular:


1º  - equipe Urubus, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
2º  - equipe Uirá, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei)

Classe Advanced:
1º  - equipe Car-Kará, da Universidade Rio Grande do Norte
2 º - equipe AeroRio Advanced, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Classe Micro:
1º -  equipe Trem Ki Voa, da Universidade Federal São João Del- Rei
2º -  equipe  Tucano Micro, da Universidade Federal de Uberlândia

   Com o resultado, as equipes acima mencionadas, classificadas em primeiro e segundo lugares, ganharam o direito  de representar o Brasil na SAE Aero Design East, competição internacional que será realizada de 13 a 15 de março de 2015, em Lakeland, Flórida, EUA , onde as equipes brasileiras já fizeram história com classificações de sete primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Advanced e um primeiro lugar na Classe Micro.

O Comitê Técnico da SAE AeroDesign 2014 ainda conferiu Menção Honrosa às equipes que se destacaram em 14 quesitos solicitados na 16º Competição: 

Aeronave com Menor Tempo de Retirada de Carga-
Classe Regular: equipe Acauã, da Universidade Federal de Viçosa (campus Florestal)
Classe Advanced:  Car-Kará Advanced, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Classe Micro:    equipe  Trem Ki Voa, da Universidade Federal de São João Del-Rei

Aeronave de Menor Peso Vazio -
Classe Micro:   equipe EESC-USP Mike, da EESC-USP

Configuração mais Desafiadora (cauda em "V") -
Classe Regular: equipe EtepFlying Regular, da ETEP Faculdades

First European Team at SAE BRASIL AeroDesign2014 -
Micro Class: equipe Spirit of RWD5bis, da Poznan University of Technology, Polônia

Maior "Acuracidade" (previsão de carga a ser transportada)-
Classe Regular: equipe Triângulo Aéreo, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Maior "Acuracidade" de Peso Vazio -
Classe Micro:  equipe Céu Azul Micro, da Universidade Federal de Santa Catarina

Maior Eficiência Estrutural (carga transportada dividida pelo peso vazio da aeronave) -
Classe Regular: equipe Aerofeg, da Universidade Estadual Paulista (Unesp/campus Guaratinguetá)

Maior Peso Carregado -
Classe Regular:    equipe Uirá, da UNIFEI
Classe Advanced: equipe AeroRioAdvanced, da PUC Rio

Melhor Apresentação Oral -
Classe Regular:     equipe KeepFlying, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Classe Advanced:  equipe Leviatã, do ITA
Classe Micro:        equipe Tucano Micro, da Universidade Federal de Uberlândia

Melhor Equipe Internacional -
Classe Regular ; equipe Aerodesign Venezuela, da Universidad Nacional Experimental Politécnica de la Fuerza Armada

Melhor Projeto -
Classe Regular:     equipe EESC-USP Alpha, da EESC - USP
Classe Advanced:  equipe Leviatã, do ITA
Classe Micro:        equipe EESC-USP Mike, da EESC-USP

Melhor Projeto de Aquisição de Dados - 
Classe Advanced:  equipe AeroRioAdvanced, da PUC Rio.

Menor Tempo de Montagem -
Classe Micro:  equipe Microraptor,, da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Torcida Mais Animada -
Equipe Albatroz AeroDesign, da Universidade do Estado de Santa Catarina.


- Na Classe Regular, o regulamento este ano delimitou uma restrição dimensional de área em planta máxima de 7750 cm2 e foi equivalente à regra de 1999, a primeira edição da Competição SAE BRASIL AeroDesign.  O objetivo foi avaliar a evolução dos projetos ao longo das 16 edições da competição, principalmente o grau de capacidade de transportarem carga em relação às primeiras aeronaves daquela época, quando carregavam não mais de 6 kg. Para a Comissão Técnica, o salto foi enorme. Em 2014 os aviões conseguiram transportar mais de 12 kg de carga.

Com a restrição dimensional atual, as áreas de asa foram consideravelmente menores se comparadas com as do regulamento de 2013, o que levou as equipes a buscarem aeronaves mais leves visando a maximização da carga transportada para uma pista de 61 m. A restrição também resultou em asa mais esbelta (grandes alongamentos) e desafiou as equipes a aprimorarem o projeto estrutural e aerodinâmico de suas aeronaves.

- Na Classe Advanced chamaram atenção os projetos focados em sistemas de aquisição de dados em voo, assim como no desenvolvimento de aeronaves de peso vazio abaixo de 3 kg. As equipes desenvolveram seus próprios sistemas devido à exigência dos parâmetros de voo, que deveriam ser colhidos em cada bateria.

- Enquanto isso, os aviões da Classe Micro, que em 2013 carregavam cerca de 30 bolinhas de tênis, transportaram 40 unidades e trouxeram novas soluções, como utilização também da asa como compartimento de carga.


 Seguem algumas fotos:                                    


Avião da equipe Carranca Universidade Federal do Vale do São Francisco - Bahia












Equipe Draco Volans,
da Universidade de Brasília - DF






Equipe Black Bird

Universidade Federal
Fluminense

Rio de Janeiro











Equipe Delta

Universidade Federal do Piaui












Equipe Urutau

Universidade  Federal do Estado do Amazonas



Equipe Céu Azul Universidade Federal de Santa Catarina - 
Observem as bolas de tênis na fuselagem, para colocar peso a mais ou a menos










Equipe Tempest

Universidade de Pernambuco





                                                     


                       
                                                                                  


Equipe Venezuela


Universidad Experimental Politécnica de la Fuerza Armada Nacional





  85  Equipes










Equipe  Trem Ki Voa

Universidade Federal de São João Del Rei

Minas Gerais




Equipe AeroPampa


Universidade Federal do 
Pampa


Rio Grande do Sul









Nesta oportunidade, agradecemos à Companhia de Imprensa, em especial à Maria do Socorro Diogo e Helena Resende, pela gentileza de nos  enviarem  a reportagem da " 16º AeroDesign"  

Faremos o possível para  estarmos presente no próximo evento. 

Ao pessoal do SAE BRASIL, parabéns pelo belo empreendimento. 

Uma competição desse nível serve de exemplo para muitos clubes de aeromodelismo deste Brasil afora. Basta criarem eventos dessa grandeza, ter bons dirigentes e organização, e o apoio de autoridades, bem como  o patrocínio de empresas, com certeza se farão presentes.


Para os leitores amigos que não conhecem a SAE BRASIL, informamos que é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade  terrestre, marítima e aeroespacial. 

Maiores informações: vejam o site  www.saebrasil.org.br